terça, 06 novembro 2012 23:44

Vasco Cordeiro defende que Lei de Finanças Regionais não ser amputada

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Tomaram posse hoje os membros do executivo regional agora liderado por Vasco Cordeiro. 

O Executivo de Cordeiro é, como tinha sido prometido, mais pequeno que o anterior, com seis secretarias e uma subsecretaria.

Dos anteriores membros, apenas se mantém Sérgio Ávila, que continua na vice-presidência do Governo.

Para além das finanças e do planeamento, o número dois do Governo vai tutelar as questões do emprego e da competitividade.

A pasta da Solidariedade Social, antes pertencente a Ana Paula Marques, passa a ser tutelada por Piedade Lalanda.

Na Saúde, o médico Luís Cabral sucede a Miguel Correia.

Luiz Fagundes Duarte é o novo secretário regional da Educação, Ciência e Cultura, sucedendo assim a Cláudia Cardoso.

Vítor Fraga assume a Secretaria Regional do Turismo e Transportes, que surge como a substituta da Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, anteriormente liderada por José Contente.

Ambiente, Mar e Agricultura foram fundidas numa "mega secretaria", a dos Recursos Naturais, que será liderada por Luís Neto Viveiros, que será assim titular das pastas que antes cabiam a Álamo Meneses e Noé Rodrigues. A subsecretaria regional das Pescas desaparece. ASecretaria Regional dos Recursos Naturais terá sede no Faial.

A Secretaria da Presidência, antes tutelada por André Bradford, desaparece para dar lugar à Subsecretaria Regional da Presidência para as Relações Externas, que será liderada por Rodrigo Oliveira.

No discurso de apresentação do novo Governo, Cordeiro disse ser "essencial" ter um executivo "mais pequeno, mais agil" e com maior articulação entre departamentos. 

No final, e em declarações aos jornalistas, Vasco Cordeiro disse sentir uma “uma grande responsabilidade” pelo cargo que acabara de assumir.

“A conjuntura é muito difícil para as famílias e empresas açorianas pelo que temos que mobilizar todas as nossas capacidades e instrumentos para ultrapassarmos este momento de maior turbulência” - adiantou o presidente do Governo Regional dos Açores que não descartou o diálogo com o Governo da República como um dos instrumentos a utilizar.

O discurso de Vasco Cordeiro focalizou a sua tónica na problemática do desemprego, “só o governo per si não consegue criar emprego... não se criam empregos por decreto, nós precisamos trabalhar naquilo que é a criação de condições para que as empresas possam gerar e manter os postos de trabalho e, por outro lado, trabalhar na capacitação de recursos humanos para que lhes seja mais fácil conseguir emprego.”

“Todo o nosso trabalho e todos os nossos recursos devem ser mobilizados para essas tarefas de emergência regional que, quer na vertente social, quer na vertente laboral, quer, ainda, na vertente empresarial, apenas devem estar limitadas por esse outro valor supremo da nossa existência que é o da sustentabilidade da nossa Autonomia” - afirmou Cordeiro que disse ainda ser “função do Governo planear e desenvolver políticas que possam minorar e até reverter os efeitos que a actual conjuntura está a provocar nas famílias e nas empresas açorianas.”

Vasco Cordeiro não deixou de mandar “recados” a Lisboa, dizendo que “o nosso ponto de partida no relacionamento com o Governo da República é também o do diálogo e da concertação no trabalho conjunto de procurar as melhores soluções e os melhores equilíbrios para os desafios que todos temos à nossa frente. A este propósito convém, igualmente, salientar que a matriz de um saudável relacionamento entre os Açores e a República incorpora a necessidade da Lei de Finanças das Regiões Autónomas não ser amputada na sua utilidade, nem pervertida nos seus objetivos.”

O presidente recém empossado referiu-se ainda à “asfixia da Universidade dos Açores, o abandono da RTP/Açores, a desresponsabilização das funções do Estado” como factos “ofensivos” para com os açorianos.

Ler 416 vezes Modificado em quarta, 07 novembro 2012 11:35
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